domingo, 25 de setembro de 2016

Sim! Os meus baby boys usam golinhas!

Hoje venho falar-vos de um assunto que, admito, não tem discussão. Gostos são gostos! E se eu não sou muito clássica a vestir-me, os meus filhos são do mais clássico que existe! Não aderi aos modernismos das leggings e dos pretos para os mais novos! E logo eu, que todos os dias uso pretos e cinzas! Mas ainda não consigo associar essa cor às crianças. 
Não há um dia que seja que não ouça quem me encontra (e ao Zé Maria):
- "Que linda princesa! Como se chama?"
ou
- "À terceira foi mesmo de vez, hein? Que boneca tão querida!!"
Enquanto que no Sebastião e no Manel fazia questão de dizer que era rapaz...agora só respondo, com a maior naturalidade "Maria". Finjo que me esqueço do "Zé", só para não ter que dar mais explicações! Sim! Os meus filhos usam cueiros quando nascem. Usam folhos e laços nos primeiros dias de vida. Golas e mais golas. Cresci a ouvir que os recém-nascidos não têm sexo. É claro que não andam de cor-de-rosa nem de florzinhas...mas de tudo o resto, uso e abuso. E adoro!
Por isso, hoje venho aqui expressar publicamente a minha paixão por golinhas nos rapazes. E se me virem na rua, já sabem que até aos 2 anos, os meus filhos vão andar de gola redonda e de tapa-fraldas. Não, nunca pus um par de calças aos meus filhos bebés. O máximo que usam são jardineiras e calções. Cheios de cor e padrões! Têm toda a vida para ser modernos, e vestir-se como gente grande! 
Depois dos 2 anos, sou adepta das camisas de capuz e das golas à padre. Camisas à homem, não obrigada! Pretos e bonecada a mais? Também dispenso! E não há desculpa para as Mães de rapazes que dizem que não há nada giro e diferente para os boys! Basta procurar e ter um pouco de imaginação! Garanto-vos, não é preciso gastar rios de dinheiro.
Têm dúvidas, ou dificuldade em encontrar peças giras e diferentes, mas sempre dentro do estilo clássico, para os vossos filhos? Eu posso dar uma ajuda! Escrevam-me para aqui! Prometo que respondo a todas as vossas questões!

Créditos Ties




Créditos Brígida Brito


terça-feira, 20 de setembro de 2016

Ao meu querido Sebastião

O dia que eu tanto temi chegou. O Sebastião cresceu. De repente, o bebé que me ensinou o que é a maternidade, que falou cedo demais, que aprendeu tanta coisa sozinho, largou as saias da Mãe, e foi para o seu ninho. Primeiro ano. Primeiro ano de quê? Pergunto eu. De tanta coisa. Ai, mas de tanta coisa que este turbilhão agridoce de emoções não me deixa em paz. Se por um lado, não caibo em mim de orgulho e vaidade por ter um filho a crescer assim, por outro, tenho o meu coração do tamanho de uma ervilha, por querer que eles fiquem para sempre pequeninos, sempre atrás de mim. Sei que não sou a única, mas sinto-me terrivelmente sozinha nesta luta ingrata contra o tempo. De repente, deixam de ser "os nossos bebés". São rapazes e raparigas de vontade própria e feitio vincado. Uma vida inteira pela frente. Meu Deus! Até parece pecado. Quero estar sempre lá. Andar sempre por perto. Mesmo quando o futuro é incerto...Mas sem dar nas vistas. Sem sufocar. Quero dar-lhe pernas para andar. Asas para voar. E só espero que tenha sempre vontade de voltar. Com 6, 16, 26 ou 36. Que seja sempre "o meu" Sebastião. Meiguinho, sensível, criativo, curioso, talvez um pouco teimoso, mas acima de tudo, que seja muito feliz, nesta sua nova etapa da vida. Não quero que pense que se acabou a brincadeira, que a vida boa ficou para trás, que a partir de agora é tudo a sério. Não! O que muda é a ânsia de crescer, a vontade de aprender, a sede de viver. E este meu filho é admirável. Tem um coração do tamanho do mundo, e uma capacidade de auto-aprendizagem absolutamente inigualável. E como tão bem disse a sua Professora, mais do que aprender a ler e a escrever, o que queremos é que continuem também a aprender a respeitar os outros, a amar a família e os amigos, a tratar bem os animais e a natureza. 
Boa sorte, meu querido Sebastião!


 

Pssst: Para as Mães que, como eu, são alérgicas a bonecada, não precisam de se preocupar mais. O Maisena veio acabar com toda esta fantochada de procurar pela mochila ideal não sabemos bem onde! Pois muito bem, no showroom mais giro da Invicta, podemos encontrar as mochilas, estojos e lancheiras mais cool para este regresso às aulas! Agora o melhor e tudo: Os rapazes não são esquecidos!! Pela mão da Vintage Affair, pois claro! (Já agora, já espreitaram o meu último vídeo do Porto Canal?)





A escolha do Sebastião!




domingo, 18 de setembro de 2016

A nova geração

É inegável a importância dos Avós na vida dos netos. São Pais com mel. Sem corantes nem conservantes. Às vezes enchem-nos de açúcar, mas a doçura daquele amor ao quadrado não pode fazer mal. Os meus filhos têm a sorte de ter muitos avós. Muitos mais do que aqueles que alguma vez imaginaram. Bisavós, tios-avós, avós verdadeiros, avós emprestados. Todos são essenciais. Todos são bem-amados. 
Mas há aqui uma injustiça que tem de ser eliminada: os avós de hoje em dia não são como os retratados nos livros, nos contos, nos filmes. Não são desdentados, não têm cabelo grisalho, óculos fundo de garrafa ou bengala na mão. Os avós de hoje em dia usam casacos de cabedal, andam de bicicleta, têm montes de pedal. Dão mergulhos de cabeça, saem noite dentro, gostam da palavra aconteça. Porque aconteça o que acontecer, estes Avós estão para as curvas. E não têm medo de envelhecer.
A minha Mãe é o supra-sumo desta descrição. Posso gabar, não sou eu. Mas gabo com o coração. Há quem pense que somos irmãs, ou ainda quem desconfie que é Mãe dos meus filhos. Não estão a exagerar. Quem a conhecer, sabe que não há que enganar. Esta nova geração dos Avós é, realmente, de louvar. Não deixa de educar, de o caminho certo apontar, mas enche-os de beijinhos, de tranquilidade, de miminhos, e sempre com tanta vida ainda por viver, tantos amigos para conviver, tantos anos para amadurecer. Quando for grande quero ser como a minha Mãe, como a minha Avó, como a minha bisavó. Chegar aos 60 com vontade de singrar. Confesso que, muitas vezes eu própria me acho mais velha do que isso! Sou mais complicada, mais perfeccionista (no mau sentido), mais stressada. A vida mostra-nos que não vale a pena ligar o complicómetro quando temos uma auto-estrada vazia por percorrer. Se não formos a 200 km/hora, temos um longo e feliz caminho pela frente. A minha Mãe ensinou-me isso (e muito mais). Foram os anos (ou a minha Avó) que lhe mostraram que compensa viver assim. Um dia de cada vez, agradecendo ao universo cósmico todas as estrelas lá em cima, que nos iluminam o sorriso em cada dia que passa.
A minha Mãe fez 60 anos. Podia escrever uma homenagem à sua pessoa. Podia dizer o quanto lhe estou grata por tudo o que fez (e faz) por mim, pelos meus filhos, pelo meu irmão, pelo meu sobrinho. Mas tudo o que eu possa dizer é pouco ao lado da grandeza da sua generosidade e do tamanho do seu coração. Só queria que soubesse o quão preciosa é, quão valiosa é esta sua missão. Ah, e já agora, vejam só se eu não tenho razão:




 

Photos Stanislav Filipovskyi
Top!


quarta-feira, 7 de setembro de 2016

O nosso regresso!

Aqui por casa vai ser um regresso às aulas diferente. O Sebastião vai para o primeiro ano. PRIMEIRO ANO. Primeiro ano de uma vida mais séria, mais trabalhosa, mais rotineira. Adeus brincadeira. Mas a verdade é que o fim deste ciclo está a custar mais à Mãe do que ao filho. Já aqui escrevi acerca deste meu medo. Shiuuu, é segredo! Não é suposto temermos mais do que os nossos mais-que-tudo! Ai isso é que não...mas desta vez é diferente, não é Sebastião? De pé partido, mas coração erguido, lá vai este meu filho, conhecer a vida real. É, sem sombra de dúvida, um miúdo especial!
Está quase a chegar o primeiro dia na vida de muitas crianças. E estejam elas assustadas, ansiosas, bem-lançadas ou orgulhosas, o que interessa é que nós, Pais, vamos estar sempre por lá. Mais perto ou mais longe, vamos sempre amparar o nosso Rajá. Trabalhos de casa, atividades, boleias, e todas as novidades. É como se também fosse a nossa estreia. O nosso primeiro dia. Como se estivessemos prontos a tocar a nossa mais recente melodia.
Ainda sinto o cheiro a novo dos livros do nosso tempo. Será que agora vou sentir o mesmo? Ainda me lembro de trocar estojos e folhinhas queridas com as minhas amigas. A sério que já passou tanto tempo? Ainda consigo sentir as borboletas na barriga dos meus primeiros TPC´s. Ainda consigo lembrar-me das trocas e baldrocas dos b´s pelos v´s. Ai que eu tanto gostava de poder estrear as mochilas, os livros, os lápis e as canetas! Afinal, não passa de uma lista de tretas. Será que sou a única? Sei que tenho uma paixão por cadernos e caderninhos, post-its, agendas e afins. Mas não devo, com certeza, ser a única Mãe a viver esta época com tanto chinfrim.

E porque adoro descobrir coisas diferentes e novidades fabulosas, vou ter que vos contar de uma marca nova que nos vai ajudar a nós, Mães stressadas e preocupadas, a ter uma rentrée mais relaxada. Já conhecem a Stikets? Nem sabem o que perdem e o quanto esta marca vai brilhar neste regresso às aulas! Quem, como eu, cria etiquetas improvisadas que descolam por tudo e por nada, estraga t-shirts e tupperwares com marcadores que nunca mais saem, e acaba por não marcar as mochilas, capas e dossiers dos nossos filhos? Quem, como eu, faz 1001 planos no início do ano e depois acaba por voltar tudo à estaca zero? Pois muito bem, agora é mesmo de vez! A Stikets criou um conceito de etiquetas fácil, prático, acessível e muito cómodo! É só entrar no site, escolher o tipo de etiquetas que queremos (há muito mais do que isso!), personalizar de acordo com aquilo que os nossos filhos gostam mais, escolher o tipo de pack e...como por magia, quando damos por nós já estamos a receber em casa uma encomenda cheia de cor. Cá em casa já somos fãs! Ótima qualidade, super resistentes, e muito divertidos. Não percam por aí também, Maisenas! Seja para t-shirts, sapatos, mochilas, lancheiras, livros, ou dossiers. Acabou-se a fase onde está isto, onde está aquilo? E porquê? Tudo é desculpa para usar um Stiket!






Ontem a tarde foi bem animada! Com tantos Stikets, difícil foi escolher! Os miúdos adoraram poder "marcar" as suas coisas! Será que acabaram as brigas cá em casa? Agora é que vamos ver!

STIKETS, uma escolha MAISENA.


quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Primeira festa do Zé Maria

Já lá vai um mês, bem sei, mas foi um mês cheio de sal, de sol, com algum sul à mistura, mas muito pelo Norte, como sempre. Foi um dia feliz, cheio, completo. A família e os amigos quiseram festejar connosco uma data tão especial. O bebé Zé estava radiante. Como se estivesse a perceber que era, de facto, o dia do seu reinado. Príncipe todo o ano, Rei por um dia. Ainda não anda, mas gatinha como um gafanhoto. E no seu jardim encantado recebeu os amigos, a família, e a sua festa dos sorvetes, cheia de cor, alegria, e muito sabor. Assim foi a primeira festa do nosso adorado Zé Maria. No meio das férias, da mudança de casa e de vida. Sem pretenciosismos, muito simples, mas muito vivida. Assim é a nossa casa, Assim é a nossa vida.


Kit dos manos Girls are Happy (quem sabe ainda não apanhamos saldos no nosso Maisena!








Lightbox e conjunto de gelados Pingi ao cubo, também disponíveis na nossa loja
Cake pops de gelados e brigadeiros Pontos de Açúcar, absolutamente deliciosos!

O bolo de anos é homemade.
Com todo o amor, por uma tia que é mais avó.
Está lindo, não acham?






Queridas bisavós!
Sim, é mesmo uma super-avó!







Que todos os dias sejam sempre assim, com tanto amor, meu querido Zé Maria!


Este sítio de sonho é da bisavó do Zé Maria que tem uma paixão assolapada por este bebé e que tornou possível este conto do Peter Pan. Sim, porque não foi só um conto de fadas, foi muito mais do que isso...Obrigada, querida Avó Nené, e a toda a família que tanto nos ajudou nestes dias!

Adoro o trabalho, a dedicação e a entrega deste fotógrafo! 
Thank you Steve!

sábado, 6 de agosto de 2016

Slow-Motion

Seguimos carreirinhos de formigas voadoras, descobrimos sardaniscas sem rabo, procuramos gambuzinos brilhantes, corremos atrás dos doidos dos garnizés. Comemos pêssegos maduros das árvores, tirámos ovos das galinhas chocas, andamos todo o dia descalços. Deslumbramo-nos com tanques cor de espelho. Regamos ramos de muguet, alfaces, tomates e feijão verde. Passamos horas dentro de água, de molho, ao som do calor. Fugimos às rotinas, aos horários, ao stress. Só não fugimos às horas à mesa, em torno da boa cozinha portuguesa. Foram assim os nossos dias de (pré) férias, em que o pôr-do-sol se põe atrás das montanhas, e onde a sombra da figueira se confunde com a da videira. Não houve água salgada, nem areia molhada, mas houve muito ar puro (daquele bem límpido e fresco, que põe a pele macia), tardes passadas no baloiço, e um tempo em slow-motion que nos soube pela vida! E tudo, graças a uma bisavó que tem mais genica do que a própria neta! How lucky am I?



 
 
 

Que dias assim se repitam por muitos e longos anos!

sábado, 30 de julho de 2016

Meu amor maior mais pequenino

(Escrito madrugada dentro, no dia do primeiro ano de vida do Zé Maria)

É uma da manhã e aqui estou eu, 365 depois de uma noite quase em branco, passada ansiosamente a querer conhecer o meu (último) bebé. Não. Era mais do que isso. Muito mais, na verdade. Era aquela ânsia de ser Mãe de 3, o meu sonho de criança. Mas ao mesmo tempo, aquele medo de não conseguir chegar a todos. Aquele nervoso miudinho de algo poder não correr bem. Com o parto. Com o dar de mamar. Com as noites. Com o tempo. Ai, esse maldito! Será que não vou ter tempo para os 3? Para lhes dar mimo? Para lhes dizer o quanto os adoro? Pensava eu, há 365 dias atrás.
E aqui estou eu, 365 dias depois, sentada em frente ao computador, com a casa num silêncio que quase parece absurdo, sob uma noite brilhante e abrasadora, em que as estrelas-cadentes são a minha guia. Lá ao fundo, na aldeia, ouvem-se foguetes que parece quererem anunciar um novo dia muito especial. 
E aqui vos digo, no alto dos meus 34 anos e meio, que ser Mãe de 3 é um C-A-O-S. Mas é um caos ordenado. É um caos bom. É como se, de repente, a minha vida fizesse todo o sentido. Como se a minha missão aqui na Terra estivesse a dar cartas. Como se nada mais importasse. O mundo lá fora pode esperar, porque cá dentro a vida é completa, feliz, genuína. Há gargalhadas, há confusão, há saudades, há paixão. 
E esta paixão de Mãe é mais forte do que a explosão do maior dos cometas. É mais potente do que qualquer erupção do Krakatoa. É mais eterno do que a infinita Via Láctea. Mais avassalador do que o último dos desertos. 
365 dias depois de um dos 4 dias mais felizes da minha existência, os grilos cantam ao som das cigarras, ouvindo-se água a correr em todos os cantos do jardim, como se a Natureza fosse perfeitamente perfeita, como se estivesse a ler a mais bonita das poesias.
365 dias depois aqui está ele, o meu bebé bom, dormindo pacificamente ao meu lado (agora que vim espreitá-lo, por aqui fiquei,,.embevecida), chuchando em falso, enrolando as mãos pequeninas uma na outra, e soltando um sorriso próprio de quem está a sonhar com os anjinhos.
O primeiro dente nasceu quando o Zé Maria estava prestes a fazer 11 meses. Mas com 8 meses já dizia olá! Aos 9 começou a gatinhar, primeiro a medo, mas depois  já como uma locomativa a vapor, levando tudo à frente, Tem um aparelho vocal invejável, com os seus gritos próprios de quem ainda não consegue acompanhar os manos. Come tudo o que vê (se pudesse comia relva) e sabe muito bem aquilo que quer. É louco pela Mãe, mas também adora o Pai e os manos, de coração. Tem uns olhos escuros bem rasgados, um sorriso de enternecer, e um cabelo de se comer (com cachos loiros já a querer aparecer...)
Não podia pedir mais para este meu bebé bom. Sinto-me grata. Muito grata. Não deve haver palavra para definir todo o turbilhão de emoções que me invade nesta madrugada do dia 30 de julho, em que também fazemos 19 anos de namoro pegado. Parabéns meu amor maior mais pequenino. Que seja sempre muito amado. Que ame, mais do que qualquer coisa. Que pratique o bem. Que respeite os outros. Que saiba perdoar. Que saiba pedir desculpa também. Que possa sempre estar pronto para ajudar. Que tenha muita saúde. Que tenha um pouco de sorte, com pozinhos de pirlimpimpim. Acima de tudo, que seja muito feliz. Parabéns pelo primeiro ano de uma vida que se adivinha cheia, meu príncipe Zé Maria!