segunda-feira, 16 de maio de 2016

Síndrome do último filho

E aqui estou eu, melindrada, a divagar sobre uma teoria que talvez criei, já que nunca ouvi falar acerca de tal. Mas sai-me das entranhas, do coração, e da alma lavada. É isso mesmo, seguindo o meu instinto de Mãe leoa, este meu bebé, sendo muito provavelmente o último, ainda não cortou o cordão maternal. Já fez 9 meses mas ainda está a mamar, de manhã e à noite. Ainda acorda a meio da noite e vem para a nossa cama. Sim, chamemos-lhe co-sleeping, ou whatever, àquela hora da noite, e com dois miúdos que acordam às sete da manhã com a maior energia do mundo, nem sequer penso que o ZM tem de aprender a adormecer sozinho na sua cama (e será que tem mesmo?) Não sou de ferro, e para mim estes momentos valem ouro.
Colo ou mimo a mais, a verdade é que os meus filhos são uns miúdos felizes, livres e íntegros. Por terem muito mimo (do bom), não faz deles mais incumpridores do que os outros. Regras sim. Limites? Sem dúvida. Mas sempre com muito amor, muito acompanhamento, muita compreensão.
O Zé Maria ainda é um bebé. Ainda é o meu bebé (são todos...). Não quero que cresça (quem quer?), e muito menos quero que sofra. Se para adormecer pede um colo, uma mão, um lullaby, pois muito bem, é isso mesmo que dou. Se adorava conseguir pôr em prática todas essas teorias que se falam acerca do sono? Talvez sim, talvez não. Tenho há meses na minha mesa de cabeceira um livro acerca desse tema tão polémico, mas ainda nem o abri. Com os meus filhos mais velhos foi assim, e hoje em dia adormecem sozinhos, seguros e confiantes, dormindo toda a noite, sem pestanejar.
E o desmame? Ai o desmame. Já ouço quem me diga que está na hora de cortar com este vínculo. Mas é um ato de amor tão forte, tão poderoso! E agora pergunto eu: Porquê? Se o bebé está ótimo, se é o nosso momento, se corre tudo tão bem? Se é tão prático, tão saudável, tão fantástico? Ok, ok, podem achar que é o síndrome do último filho, que estou assim porque sei que nunca mais vou viver esta experiência única de Mãe. E se calhar até é mesmo isso! Mas sabem que mais, não me importo de sofrer deste síndrome tão bom. Antes fossem todos assim.
Continuar a dar de mamar ou não, co-sleeping, colo a mais, para mim é tudo uma não questão.  Conselho de  Mãe: Acima de tudo e de todos, sigam sempre o vosso coração.  Esqueçam as teorias, as opiniões, as outras experiências, as sugestões, e deixem bem claro aos vossos filhos que os amam de paixão.
Verdade seja dita, o ZM é um bebé feliz, feliz, feliz!

9 comentários:

  1. Tão verdade Francisca :)
    Deixemos as teorias de lado e seguir, sempre, o nosso coração.

    blogdamariafrancisca.blogspot.pt

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  2. Bom dia! Quanto ao resto... então partilho da Síndrome de terceiro (e último), mas quanto à amamentação não percebo - eu amamentei os dois mais velhos até aos 2 anos e assim tenciono fazer o mesmo com o mais novo (que fez 9 meses este fim de semana). É o que recomenda a OMS ... infelizmente nesta matéria continua a proliferar muita contra informação. Vá onde a levar o coração! ....

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  3. Não se pode dar colo a mais. Isso não existe. E o mimo que é mau não é o dos afectos. Ingleses têm uma palavra spoiled. Em português infelizmente adoptou-se a palavra mimada

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  4. Ao ler o texto revejo-me mas no meu caso devo sofrer do sindrome do primeiro filho 🙈 Fiz isso tudo com a minha filha, dei colo para dormir, dei mama até aos 13 meses (e não dei mais porque engravidei entretanto, e ainda assim durante o primeiro mês de gestação amamentei), não sei como será fazer tudo com os dois, mas até hoje sempre segui o meu instinto e fiz um pouco aquilo que achei adequado, mesmo quando me aconselhavam a fazer diferente. A Noa é uma bebé feliz e tem tempo para ser crescida, por agora e com outro a caminho sinto que o que as decisões e atitudes que tomei não podem estar assim tão erradas 😊 O Zé Maria é fofo fofo! Parabéns ❤️

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  5. http://www.slingando.com/index.php/a-colica-por-dr-carlos-gonzalez.html

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