quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Meu querido Zé Maria

Meu querido bebé, que faz hoje 15 dias, e que veio abanar o nosso mundo da maneira mais terna que há.
O nosso querido Zé Maria nasceu no dia 30 de Julho, bem cedinho, pelas 09h07, com 3.600 Kgs e 52 cms. No dia em que os Pais fizeram 18 anos de namoro (sim, 18!!!), receberam de presente um bebé gordinho, perfeitinho e muito saudável...o que é que podemos pedir mais? Mal o tiraram da barriga da Mãe abriu as goelas como ninguém! Mas logo, logo sossegou, quando a parteira ao meu colo o deitou. Há amor mais cru, mais puro, mais verdadeiro e mais profundo do que o de olhar para um bebé saído de dentro de nós, pele a pele, e sentir a sua respiração, ouvir o seu choro, e perdermo-nos de paixão? Tenho a certeza que não!
Costuma-se dizer que à terceira é de vez, e desta feita eu deveria ter ido para o parto mais tranquila, mais serena, mais sossegada....mas foi tudo ao contrário! Estava ansiosa, para não dizer pior...toda eu era um só tremor. Desta vez já sabia para o que ia. E depois aquele medo irracional de algo poder não correr bem com o bebé. Com o Manel apanhámos um susto, e eu só rezava para não voltar a passar por tudo aquilo outra vez... Mas não, correu tudo tão bem que até parece mentira!
E logo, logo, já tinha o meu bebé de Verão nos braços, sem sobressaltos nem embaraços, só ali, o meu bebé e eu (mesmo com tanta gente à nossa volta!), num olhar imediato e enternecedor. A isto se chama AMOR. Amor ao cubo. Amor para dar e vender. Porque o Amor não se divide pelos filhos, multiplica-se, como se de flores do monte se tratasse.
O milagre da vida é isto mesmo: é ver um bebé que com meia hora de vida já mama como se o fizesse desde sempre, é perceber como se acalma quando o põem no colo da Mãe, é sentir que já conhece a nossa voz, o nosso cheiro, o nosso aconchego.
Os dias que se seguiram foram memoráveis. Algumas dores, é certo, mas nada que se compare às experiências que tinha tido. O Zé Maria é um anjinho. Apesar de ainda estar com os sonos trocados, come e dorme, e só o ouvi chorar a sério quando nasceu. Já parece que olha para tudo com muita atenção, e que segue a sombra dos irmãos. E foi inesquecível o primeiro encontro dos manos. Por muitos anos que viva nunca hei-de esquecer a cara de admiração do Sebastião, e de curiosidade do Manel. Guardei o momento para quando não estivesse muita confusão no quarto. Queria que os manos aproveitassem ao máximo o bebé, e que sentissem que aquele era o bocadinho deles. O primeiro encontro a 3 do resto das suas vidas. Senti-me a pessoa mais feliz, mais completa e mais arrebatadoramente apaixonada do mundo! E ainda deu para rir:
- "Já viram queridos? O Zé Maria já saiu da barriga da Mãe! Agora a Mãe já não tem aquela barriga! (o que eu fui dizer...)
- Pois é, mas....a barriga da Mãe ainda está um bocadinho inchada!!! - diz o Sebastião, a medo...
Para não alterar muito as rotinas dos dois, preferi que no último dia o Pai fosse para casa, para que não sentissem que os Pais os tinham "abandonado" naqueles primeiros dias do Zé Maria. Foi uma das coisas que mais me preocupava, saber como seria a reacção dos manos naqueles primeiros dias de hospital. Mas correu tudo bem, os avós e o Pai levaram-nos a passear, e quando nos iam visitar, estavam de cabeça fresca, arejada e com uma imensa vontade de lambuzar o ZM de beijinhos e xi-corações bem apertados!
Para já, a aventura a 5 tem sido superada com distinção, mas logo, logo, vou guardar umas linhas para falar sobre toda essa emoção de chegar a casa com um novo bebé nos braços, indefeso, totalmente dependente de nós, e com mais 2 pintainhos ainda por criar, sem escola e sem as ajudas que foram (ou vão) de férias. Acreditem, não é aconselhável para quem gosta muito de dormir, de ter tempo livre, ou de simplesmente fazer uma vida normal. Já me tinham avisado...a rotina só é equilibrada ao fim de 6 meses...Até lá, vou tentar ser mais prática, não stressar com coisas insignificantes, e aproveitar esta babyland que não dura para sempre e que é, sem dúvida, a melhor fase na vida de uma Mãe.
 
 

Duas horas antes de o Zé Maria nascer!






 
Afinal, há melhor coisa no mundo?

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